O que acontece
Semanas depois, Jack está sozinho na mata, seguindo rastros de porco. Arremessa a lança e erra outra vez. Volta à praia, onde Ralph e Simon tentam terminar as cabanas, que estão caindo porque só os dois trabalham nelas. Os outros foram nadar, comer fruta, brincar.
Ralph e Jack discutem: um acha que abrigo é mais urgente, o outro que carne é. Jack confessa que, caçando, às vezes sente que é ele o caçado. Ralph lembra que os menores gritam de noite, com medo do bicho. Os dois vão nadar para esfriar a briga, e Simon se afasta: apanha fruta para os menores que não alcançam os galhos e segue sozinho até um canto da mata fechado por trepadeiras, onde fica quieto até bem depois de escurecer.
Repare em
- Jack não sabe explicar o que sente. Tenta contar a vontade de matar um porco e não acha as palavras; o narrador fala numa loucura que passa pelos olhos dele. A caça já é outra coisa, e ele ainda não matou nada.
- As cabanas. A tarefa chata e necessária fica com dois meninos, e a divertida com todos os outros. A ordem começa a falhar sem monstro nenhum: basta o trabalho que ninguém quer fazer.
- Simon e os menores. Antes de sumir na mata, ele alcança a fruta que os pequenos não alcançam. É um gesto de cuidado que ninguém mais vê.
O momento
O esconderijo de Simon. Depois de uma discussão inteira sobre trabalho e carne, um menino entra sozinho num canto da mata e fica ali ouvindo a ilha, sem querer nada dela. É a única cena do capítulo sem disputa. Guarde esse lugar.