O que acontece
Simon acorda do desmaio, com o nariz sangrando, e sobe o morro. Lá em cima, vê o que os meninos chamam de monstro: um homem morto, preso ao paraquedas. Vomita, solta as cordas que prendem o corpo às pedras e desce cambaleando para contar aos outros. Enquanto isso, Ralph e Porquinho decidem ir à festa de Jack, para garantir que nada de ruim aconteça.
Na festa, Jack está sentado como um ídolo, pintado e enfeitado de folhas, e pergunta quem quer entrar para a tribo dele. Ralph diz que ainda é o chefe e tem a concha; Jack responde que a concha não vale naquela parte da ilha. Começa a chover. Para acalmar os menores, Jack puxa a dança da caçada, e até Ralph e Porquinho se juntam à roda. Nesse momento, Simon sai da mata gritando sobre o homem morto no morro. Os meninos não o reconhecem, caem sobre ele e o matam. A tempestade arrasta o paraquedista morro abaixo e para o mar, e a maré leva o corpo de Simon, cercado de pontos de luz.
Repare em
- Simon faz o que ninguém fez: vai ver. Sobe sozinho até o monstro, olha de perto e entende. Até aqui, é o único que enfrenta o medo com os próprios olhos.
- A frase de Jack sobre a concha. Ela não vale do lado dele da ilha. A regra do capítulo 2 passa a depender do lugar onde se está.
- Ralph e Porquinho na roda. O narrador diz que até eles avançam com os outros, empurrados pela vontade de fazer parte. O capítulo não deixa ninguém de fora.
O momento
O mar no fim do capítulo. Depois da cena mais violenta do livro, Golding escreve a mais calma: a maré subindo devagar, o corpo levado para longe, a água cheia de luz. A prosa se recusa a gritar justamente onde o leitor espera o grito.