O que acontece
Ralph caminha pela praia pensando no que vai dizer e repara em como tudo ficou sujo e improvisado, a começar pelo próprio cabelo. Na assembleia do fim da tarde, lembra as tarefas que ninguém cumpriu: guardar água, terminar as cabanas, usar o lugar combinado como latrina, manter a fogueira. O fogo, diz, é a coisa mais importante da ilha. Depois tenta falar do medo, para acabar com ele.
Jack diz que já andou pela ilha inteira e que não há monstro; Porquinho concorda, e diz que só faz sentido ter medo das pessoas. Um menor, Phil, conta que viu algo grande se mexendo na mata à noite, e Simon admite que era ele, andando por lá. Percival diz o nome e o endereço, cai no choro e afirma que o monstro vem do mar. Simon sugere que o monstro talvez sejam eles mesmos; Porquinho acha maluquice, e os outros entendem que ele fala de fantasmas. Na votação, a maioria diz acreditar neles. Jack rompe com as regras e sai com os caçadores cantando pela praia. Ficam Ralph, Porquinho e Simon, desejando que os adultos mandem um sinal.
Repare em
- A lista de Ralph. As regras que ele repete tratam de água, cabana, latrina e fogo, nada de bondade ou justiça. O que desmorona na ilha, por enquanto, é a manutenção.
- Porquinho diz que não há monstro e que o único medo que faz sentido é o das pessoas. Achamos que é a frase mais exata da assembleia, e é dita pelo menino que ninguém escuta.
- Percival recita nome, endereço e telefone, como alguém ensinou a ele, e trava no número. Para o menor da ilha, a casa cabe numa frase decorada, e a frase está falhando.
O momento
A sugestão de Simon. No meio de uma assembleia que discute de onde o monstro vem, da mata ou do mar, o menino que desmaiou no capítulo 1 diz que talvez ele venha deles mesmos. Porquinho descarta a ideia, e a discussão vira uma votação sobre fantasmas. A ideia mais importante do livro até aqui aparece e se perde.