O que acontece
Os dias ganham um ritmo: manhãs frescas, tardes de calor e miragem, noites de medo para os menores. Dois maiores, Roger e Maurice, chutam os castelos de areia de três pequenos. Roger segue outro menor, Henry, e atira pedras em volta dele, sem acertar. Enquanto isso, Jack pinta o rosto com argila e carvão para os porcos não o verem, olha o reflexo na água e começa a dançar.
Na praia, Ralph vê fumaça no horizonte: um navio. No alto do morro, a fogueira está apagada, porque os meninos que deviam cuidar dela foram caçar com Jack. O navio passa. Os caçadores voltam cantando, com o primeiro porco morto pendurado num pau. Ralph cobra a fogueira, Porquinho cobra também, e Jack bate nele: os óculos voam e uma lente quebra nas pedras. Depois Jack pede desculpas pela fogueira, o fogo é aceso de novo com os óculos de Porquinho, e os caçadores dançam a caçada com Maurice fazendo o papel do porco.
Repare em
- Roger erra de propósito. O narrador explica que o braço dele ainda obedece a um mundo de pais, escola, polícia e lei, que está longe e em ruínas mas continua valendo dentro dele. Guarde esse gesto.
- A máscara. Pintado, Jack perde a vergonha: o narrador o mostra escondido atrás dela, livre de si mesmo. A pintura é camuflagem para os porcos e disfarce para o próprio Jack.
- O pedido de desculpas. Jack se desculpa pela fogueira apagada. Pela lente quebrada, não.
O momento
O navio. Ralph corre morro acima e encontra a fogueira morta enquanto a fumaça do navio some no horizonte. Na mesma hora, a fila de caçadores sai da mata cantando, com o porco. As duas coisas que os meninos queriam, ser resgatados e caçar, acontecem juntas, e uma anulou a outra.