O que acontece
Naquela noite, muito acima da ilha, acontece uma batalha de aviões que nenhum menino vê nem ouve. Um paraquedista morto desce na escuridão e fica preso no alto do morro, com o paraquedas enroscado; o vento levanta e abaixa o corpo. De madrugada, os gêmeos Sam e Eric, de guarda na fogueira, veem a forma se mexer, fogem e acordam Ralph: viram o monstro, com dentes e garras, e ele correu atrás deles.
Na assembleia, Jack quer caçar o monstro e diz que a concha já não importa; Ralph só recupera o grupo quando pergunta se eles querem ou não ser resgatados. Porquinho fica com os menores, e os maiores saem em expedição à única parte da ilha que ninguém explorou: uma ponta de pedra ligada ao resto por uma passagem estreita sobre o mar, que Jack logo chama de castelo. Ralph vai na frente, porque é o chefe. Não há monstro lá. Jack quer ficar e fazer do rochedo um forte; Ralph insiste em subir o morro e reacender a fogueira.
Repare em
- O sinal. No fim do capítulo 5, Ralph desejou um sinal do mundo dos adultos. Na abertura do 6, o que desce do céu é um homem morto numa batalha aérea. A ligação entre as duas páginas é o comentário.
- Você sabe, os meninos não. Desde a primeira página do capítulo, o leitor conhece o monstro que os gêmeos descrevem com dentes e garras. O medo deles vira, para quem lê, um erro que ninguém na ilha tem como corrigir.
- O rochedo. Uma passagem estreita, pedras soltas que dá para rolar, uma entrada fácil de defender. Jack olha e vê um forte; os outros querem brincar de derrubar pedra. Guarde esse lugar.
O momento
Ralph na frente da fila. Com medo, na passagem estreita para o rochedo, ele vai primeiro porque é o chefe, e descobre que a coragem também é uma obrigação do cargo. Jack vai logo atrás, e por alguns minutos os dois exploram juntos, como no primeiro dia.