O que acontece
Janie decide tratar o rapaz com frieza: ele é bem mais novo, parece não ter dinheiro, e o mais provável, pensa ela, é que esteja de olho no dela. Uma semana depois, Tea Cake entra na loja fingindo tocar um violão invisível, e o plano não dura um minuto. Jogam damas de novo, com a cidade olhando, e ele a acompanha até em casa. Comem bolo e tomam a limonada que ele espreme, e, tarde da noite, ele acha que a lua está bonita demais para dormir: vão pescar no lago e só voltam de manhã, e Janie precisa esconder o rapaz dos vizinhos. Ela se sente uma criança fazendo coisa proibida.
Hezekiah avisa que Tea Cake é pouco para ela, um homem que não ganha nem gasta dinheiro. Naquela noite, Tea Cake a espera na porta com peixes que pescou. Depois do jantar, ela cochila e acorda com ele penteando o cabelo dela. Ele elogia os olhos, a boca, o cabelo, e admite, quando ela pergunta, que já disse coisas assim a outras mulheres. Janie se fecha: diz que são amigos e que de manhã ele vai pensar diferente. Ele vai embora magoado. Pouco depois, bate à porta dela para dizer que o que sente não é coisa da noite, e os dois passam a noite juntos. Ele some por alguns dias, ela começa a achar que foi enganada, e ele volta num carro velho, comprado para levá-la ao piquenique de domingo, diante de todo mundo.
Repare em
- O violão invisível. Tea Cake desmonta a frieza de Janie com uma brincadeira de criança. Joe chegava com planos; ele chega com uma cena de faz de conta, e ela ri antes de decidir se deve.
- O pente. Joe escondia o cabelo de Janie num pano; Tea Cake o penteia enquanto ela dorme. É o mesmo cabelo que a varanda comentava no capítulo 1, agora tratado com cuidado.
- Pensamento de noite. Janie diz que as juras dele são coisa da noite, que de manhã passam. Tea Cake responde voltando de dia. Repare que ela tem motivos para desconfiar: é mais velha, tem dinheiro, e o próprio Hezekiah acabou de avisá-la.
O momento
A pescaria. Uma viúva respeitável, que passou anos atrás do balcão de pano na cabeça, sai de madrugada para pescar num lago com um homem que a cidade acha pouco para ela. Não acontece nada de grave, e é por isso que a cena importa: Janie volta a brincar.