O que acontece
Depois daquele dia, Joe muda de quarto e passa a evitar Janie na loja e em casa. Recusa a comida dela, consulta curandeiros que prometem cura, e Pheoby conta a Janie o boato que corre a cidade: que ela estaria envenenando o marido. Janie chama um médico de verdade, de Orlando. O diagnóstico é que os rins de Joe pararam e que ele tem pouco tempo.
Joe se recusa a vê-la, e Janie entra no quarto assim mesmo. Ele a acusa de nunca ter reconhecido o que fez por ela. Ela responde que ele nunca a deixou mostrar o que sentia, que passou a vida ouvindo a própria voz, e diz a ele que está morrendo. Joe manda que ela saia, e ela continua. Ele morre durante a conversa. Janie olha o rosto dele com pena, vai ao espelho, vê que a moça de antes envelheceu mas continua bonita, e tira o pano da cabeça. Depois prende o cabelo de novo, arruma no rosto a tristeza que a cidade espera e anuncia pela janela que Joe morreu.
Repare em
- O boato do veneno. A cidade que tinha pena de Janie agora a acusa. Repare em como a opinião da varanda muda de lado sem precisar de prova nenhuma.
- O que Janie diz no quarto. Não é um perdão nem uma despedida: é o discurso que ela não pôde fazer em quase vinte anos de casamento, e o único que Joe ouve sem poder responder.
- O espelho. Na primeira coisa que faz sozinha, Janie procura a moça que tinha deixado esperando e a encontra mais velha e bonita. O pano sai e volta em poucos minutos: ela já sabe que precisa representar o luto para a cidade.
O momento
Janie no espelho, com o marido morto no quarto. O cabelo que Joe escondeu por anos aparece por um instante, e ela o esconde de novo, agora por decisão dela, porque a cidade está olhando. É a primeira vez que o pano na cabeça é escolha de Janie.